No Man’s Sky | Resenha

No Man’s Sky, desenvolvido pela Hello Games, pretendeu ser um marco na história dos games. Inovando ao permitir um universo imenso, a empresa que fora fundada por Sean Murray e Grant Duncan em 2008, visara conquistar um espaço ao lado de franquias como Mass EffectStar WarsStar Trek.

A narrativa de No Man’s Sky se inicia sem indicações contextuais. A embarcação pilotada pelo jogador se acidentou em um planeta desconhecido, e em meio ao caos que se seguiu, a primeira tarefa é explorar os recursos naturais do planeta, orgânicos e inorgânicos, para colocar a espaçonave para funcionar outra vez. Uma premissa, convenhamos, bastante simples, que estabelece a prerrogativa do jogo: exploração. Em termos, No Man’s Sky se tornou uma repetição desta tarefa do tutorial e nada mais.

É importante frisar este ponto – No Man’s Sky é um jogo de sobrevivência dentro de um universo com 18 quintilhões de planetas. Nestes, há os mais variados tipos de recurso que podem ser explorados e usados para diversos fins, desde a construção de itens únicos como munição. No aspecto do combate, duas grandes frentes emergem. A primeira são os Sentinelas, unidades robóticas que emergem quando o jogador está explorando excessivamente algum ecossistema. Além disso, planetas que tem recursos raros tem, por consequência, maior presença dessa “polícia galáctica”. A segunda é composta por piratas e caçadores de recompensas que, ao identificar que você está com carregamentos valiosos, decidem “conversar agressivamente”. O problema é que, mesmo contendo toda essa diversidade, No Man’s Sky não avança para além da fórmula de colecta de recursos.

Os cenários são bonitos, e a constante variedade de faunas oferece uma experiência de imersão que, nas primeiras horas do jogo, é bastante atraente. O jogador também pode recolher tecnologias e artefactos, que o ajudam a implementar seus equipamentos, além de entender a linguagem de alienígenas que habitam aquele sistema. Em uma clara inspiração ao Hard Science Fiction, não há um “tradutor universal”, então o encontro com alteridades é uma experiência que poderia ter sido interessante. Todavia, o resultado é uma confusão e uma consideração apenas da questão verbal, e não levando em conta indicações corporais mais complexas.

A grande surpresa foi trilha sonora de No Man’s Sky. Desenvolvida pelo grupo 65daysofstatic (65DOS), em combinação com Paul Weir, que criou o sistema Pulse – de maneira que novas melodias são geradas a cada planeta, mudanças de terreno, situação de combate e etc.

Há diversos relatos de bugs aparecendo, mas a equipe da Hello Games está nitidamente trabalhando a todo vapor, e desde que instalei o jogo – alguns minutos após o lançamento – pelo menos três atualizações já foram lançadas (2016). De qualquer forma, é importante que os jogadores tenham instalado o Visual C++ Redist 2010, além é claro dos drivers de vídeo atualizados, lembrando que o jogo demanda OpenGL 4.5 para funcionar.

 

Willian Perpétuo Busch

Pesquisador de Ficção Científica. Mestre em Antropologia (UFPR). Bacharel e licenciado em Filosofia (UFPR), e atualmente cursa História, Memória e Imagem (UFPR).

0 thoughts on “No Man’s Sky | Resenha

  1. Muito bom! Já faz tempo que estou ansioso para ver como seria esse jogo (tanto que meu wallpaper há muito já é uma screen de NMS). E olha que eu nem sou ligado em jogos! Só acho melhor esperar um pouco até que corrijam os bugs mais grosseiros e depois vou atrás!

    1. Oi Adônis!
      Bugs são comuns em todo jogo recém lançado e é normal que eles sejam consertados conforme o fluxo de jogadores. Independente de quanto tempo você demorar para começar a aventura, vai encontrar algum bug. Felizmente, os programadores e a produtora do jogo se demonstraram bastante eficazes em tentar resolvê-los e eu acho que com o tempo a tendência é um jogo mais otimizado e com uma experiência ainda mais fantástica. Quando for começar a jogar, avise a gente! Quem sabe possamos jogar juntos!
      Agradecemos seu apoio, leitura e comentário!
      Um abraço!

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