Gilmore Girls: A Year in the Life (2016) | Resenha

Gilmore Girls: A Year in the Life foi um revival da série Gilmore Girls, realizado em quarto episódios de 90min, pela Netflix, em 2016. Contém muitos spoilers.

O REVIVAL

Continuar uma série de sucesso dez anos depois de sua finalização não é uma tarefa fácil.

Os problemas são diversos:

  1. Conseguir recontratar todo o elenco que, em grande parte, possui outros trabalhos fixos e de sucesso atual.
  2. Encaixar personagens que tiveram fins desenhados há 10 anos na sociedade de hoje, que certamente tem outros anseios e funcionalidades.
  3. Manter piadas, ritmo e estilo, a fim de agradar os mesmos fãs de antes e também os novos.
  4. Conseguir fazer, em poucos episódios, uma história coesa, densa e que feche ainda melhor a série original.

A situação se torna ainda mais complicada quando os criadores da série não participaram da temporada final da mesma, que foi ao ar em 2006. Isso significa que o final dos personagens provavelmente não foi o que eles haviam planejado ou esperado e continuar a série a partir disso, pode ser problemático.

A criadora da série, Amy Sherman-Palladino, afirmou que além de não ter participado da sétima temporada, não tinha assistido a nenhum episódio. Para fazer o revival, ela contou com o apoio de sua equipe, que assistiu até o último episódio da série e explicou o que ocorreu.

PROBLEMAS NARRATIVOS

Como observamos no revival, claramente a consciência dos ocorridos da sétima temporada eram bastante escassas. A começar pelo fato de Logan (Matt Czuchry) estar morando em Londres e ter voltado a depender de seu pai, inclusive para decidir com quem ele vai casar. Na sétima temporada o personagem rompeu com sua família, mudou-se para São Francisco e deu início à própria empresa online, o que na época era um tiro para o futuro. Certamente os roteiristas do revival não prestaram atenção nessa parte. Ou simplesmente não se deram ao trabalho de apresentar os detalhes dessa reconciliação.

Lorelai e Rory no episódio Inverno.
Lorelai e Rory no episódio Inverno.

O principal problema do revival foi a explosão de um obstáculo constante em todos os episódios da série, com exceção, talvez, da sexta temporada: o excesso de protagonismo das Gilmore. É compreensível, a série é sobre a vida delas. Mas, uma vez que outros personagens são apresentados e têm vida, é esperado que suas vidas tenham desenvolvimentos bem pensados e trabalhados. Infelizmente, isso não foi explorado até o momento.

O revival trouxe uma dificuldade absurda em demonstrar a passagem do tempo, o que afetou drasticamente a sua narrativa. Enquanto alguns núcleos da série estavam claramente diferentes e os anos ali haviam passado, em outros o revival parecia estar ocorrendo uma semana após o final da sétima temporada. É o caso da vida da Rory e do relacionamento Lorelai-Luke.

No fim das contas, todos os episódios pareceram uma jornada para que Emily (Kelly Bishop) aprendesse a viver após a perda de seu marido e que Rory pudesse enunciar as quatro palavras finais.

A VIDA DE RORY AOS 32 ANOS

A criadora da série afirmou que planejava Rory (Alexis Bledel) grávida ao final da sétima temporada, com 22 anos e viu no revival a oportunidade para tornar este plano realidade. Ocorre que ela esqueceu de transpor a personagens dez anos à diante e fez parecer que a garota não havia amadurecido ou experienciado um dia sequer desde que a série acabou. Ela era exatamente a mesma Rory, ou melhor, ela era pior do que a Rory anterior, no quesito maturidade e bom senso. E isso simplesmente não fez sentido.

Rory Gilmore, no episódio Verão.
Rory Gilmore, no episódio Verão.

Vários fãs especularam que a Rory do revival é um reflexo da geração millennial, que se acha especial demais para qualquer coisa e acaba estagnado. Outros focaram no quesito classe social, indicando que ela só tinha essa oportunidade de estar perdida aos 32 anos por ser rica e privilegiada.

Concordo com ambos os pontos de vista, mas acrescento que senti raiva da personagem na maior parte de quando ela aparecia. A razão é bastante simples: ela tinha condições financeiras e inteligência para ser a C.E.O de um grande blog ou portal de notícias. Ela podia ter feito várias coisas e conquistado diversas experiências ao longo dos dez anos. Rory podia pedir para o pai comprar um jornal para ela, podia ter criado o próprio jornal. Podia ter ficado rica com um blog que contava a história dela viajando pelo mundo. Podia ter feito um mundo de coisas que grande parte dos millennials adorariam, mas não têm condição financeira para tal.

E o que afinal Rory fez em dez anos? Nada? Bom, a verdade é que a gente não sabe. Tudo que sabemos é que ela saiu para trabalhar na campanha do Obama e dez anos depois estava desiludida da vida e tendo a plot mais clichê do mundo, ao escrever um livro sobre a vida dela e da mãe.

Ou seja: a personagem que motivou e inspirou dezenas de jovens por anos é um fracasso. E mais do que isso: ela só é um fracasso porque o desejo da criadora falou mais forte que a personalidade da criatura. Querendo ou não, tudo ocorreu apenas para que Rory pudesse terminar grávida de um pai que não sabemos muito bem quem é.

A RELAÇÃO DE LORELAI E LUKE

Lorelai e Luke, no episódio Inverno.
Lorelai e Luke, no episódio Inverno.

Infelizmente, a relação Lorelai-Luke continuou estagnada. Mesmo após nove anos morando juntos, os dois ainda mantém os mesmos problemas de comunicação que geraram imensos dramas no decorrer das sete temporadas iniciais. Torna-se até cansativo para o espectador que, apesar de estar feliz por ver o casal junto, tem que se deparar com os mesmos problemas de sempre. Seria uma tentativa de mostrar que as pessoas nunca mudam?

JESS MARIANO, 10 ANOS DEPOIS

Entre os personagens estagnados, encontram-se Jess Mariano (Milo Ventimiglia). O menino bad boy da segunda temporada, que se transformou no escritor independente invejável na sexta, se tornou um adulto que não sabemos exatamente o que faz da vida ou quem é. Apesar de aparecer bastante no revival, Jess segue tendo a função de mentor para Rory, guiando-a entre o que ela deve ou não fazer e dando a impressão de que segue perdidamente apaixonado por ela, que não dá chance para ele.

Jess Mariano, no episódio Verão.
Jess Mariano, no episódio Verão.

A lição que fica é: se vai colocar personagens na narrativa, desenvolva-os!

ABORDAGENS CONTROVERSAS

Gilmore Girls: A Year in The Life, mesmo sem querer, acabou tendo que inserir várias temáticas que são atuais e falhando em coisas que já não deveriam existir.

Finalmente ficou claro que Michel (Yanic Truesdale) é gay, surgiu a pauta de uma parada gay em Stars Hollow (apesar de ter tido um desfecho ruim), mas, em compensação, vimos Lorelai (Lauren Graham) diminuir uma mulher pela roupa que vestia. Logo a Lorelai, nosso símbolo mor de mulher empoderada e dona de si.

Uma das principais diferenças do revival é no público-alvo. A série original foi pensada para que mães solteiras se identificassem com Lorelai e se sentissem representadas e para que garotas estudiosas e deslocadas da sociedade se sentissem representadas por Rory e suas amigas. Isso significa que era um público que ia entre 16 e 32 anos, mais ou menos.  O revival manteve o mesmo público, agora entre 26 e 42 anos, mas não deixou de agregar um público mais novo, da faixa etária dos 16 anos. Ou seja: a série precisava de narrativas e conteúdos que atingissem toda essa margem populacional.

E não conseguiu, exatamente, fazer isso de forma produtiva. Basta a gente pensar na cena em que Dean (Jared Padalecki) aparece e Rory faz um discurso de como ele havia sido um namorado maravilhoso. Eu concordo que o Dean das duas primeiras temporadas era um adolescente bobão que cometia erros em seu relacionamento e que a Rory acabou sendo a malvada da história, por ter se apaixonado pelo Jess.

Não podemos esquecer que o mesmo Dean retornou na quinta temporada como um homem casado que traiu a esposa com a Rory e depois tentou retomar o namoro, apesar de eles serem claramente diferentes a esta altura do campeonato. Dean era agressivo com qualquer cara que se aproximasse da Rory e que era protetor até demais.

E aí ele aparece, bonito, casado, com filhos, sendo o único ex-namorado que claramente superou a Rory e ela dando um discurso de como ele havia sido maravilhoso. A mensagem que isso passa é a de que é normal ter relacionamentos abusivos e que todo mundo fica bem depois que cresce. No entanto, sabemos que no mundo real a coisa é bem oposta e que essa não é uma mensagem boa de ser mostrada.

Dean em seu único aparecimento no revival.
Dean em seu único aparecimento no revival.

VALORES SOCIAIS QUE MUDARAM E INFLUENCIARAM A NARRATIVA

Enquanto nas sete temporadas iniciais vimos sexo ser tratado como uma coisa ora sagrada e ora profana, no revival ele passou a ser “apenas sexo”. Lane (Keiko Agena) disse que só transaria depois de casar e Paris (Liza Weil) entendeu que não havia sido aceita na faculdade dos seus sonhos por ter feito sexo, tinhamos a “Holy Mary” Rory para contrabalançar.

Ocorre que no revival tanto Lane quanto Paris são mães de família, com uma carreira consolidada e um futuro traçado pela frente. Enquanto Rory segue na fase de se descobrir sexualmente, fazendo o seu primeiro sexo casual com um desconhecido.

Rory e Logan, no episódio Outono.
Rory e Logan, no episódio Outono.

A reação de Lorelai quando fica sabendo que Rory ainda está com Logan, apesar de ele ser noivo, é também muito diferente da que ela teve quando Rory ficou com Dean, casado. Se da primeira vez elas praticamente pararam de se falar, da segunda a mãe quase não deu bola. Fica claro que ela acha errado, mas fica igualmente claro que ela já não se importa tanto assim. Isso ótimo, visto que a relação delas era excessivamente baseada na proteção e demonstra que a relação da sociedade com o sexo mudou em dez anos, tornando-se um pouco mais permissiva.

Contrapor a trajetória de Lorelai para com a de Rory pode ser interessante. Enquanto a mãe aos 32 anos tinha uma filha, casa e carro próprios e era gerente de um hotel em uma cidade do interior, completamente independente financeiramente, Rory aos 32 anos está perdida.

Quando paramos para pensar no início dos anos 2000 e na necessidade eminente de emprego que a vida de uma mãe solteira exige, vemos que a trajetória de Lorelai faz bastante sentido. E vemos também que em dez anos o entendimento do que é vida adulta e de quando se tem idade suficiente para tal, mudou. Pelo menos entre a classe socialmente privilegiada que as Gilmore habitam.

Não há, em Rory, o interesse ou a necessidade de romper com a sua mãe. Nem a motivação necessária para que crie a sua vida independente de supetão, o que a faz acreditar que ela tem tempo para entender e decidir o que quer fazer. Um tempo que Lorelai não teve.

April Nardini, no episódio Verão.
April Nardini, no episódio Verão.

Outro contraponto válido é entre April (Vanessa Marano), agora com 22 anos, para com a Rory de 22 anos, na sétima temporada. Rory estava louca por um emprego e Paris louca para ser aceita em um curso de graduação. Ambas tiveram vários relacionamentos ao longo da faculdade e tinham muito claro o que queriam fazer da vida.

Na sociedade de dez anos depois, porém, as jovens de 22 anos, representadas por April, não têm a mesma desenvoltura. Claro que o quesito síndrome de pânico e falta de relacionamentos diz respeito à personalidade da garota, que sempre foi um tanto introvertida e inteligente demais. No entanto, para alguém que estuda no MIT e está prestes a concluir a primeira fase da graduação, April parece bem menos preparada para o futuro do que a Rory de dez anos antes. Aliás, elas parecem estar no mesmo patamar de perdição e desentendimento perante o futuro, apesar da Rory ser 10 anos mais velha.

A idade acaba sendo menos importante do que o peso dado para as experiências e interesses. A série deixa claro que é possível ser muitas coisas diferentes, apesar de se estar na mesma faixa etária.

A MATERNIDADE COMPULSÓRIA DE GILMORE GIRLS

A série parece ter a necessidade constante de colocar a gravidez e a maternidade como ponto ou razão para que as mulheres decidam se tornar independentes e lutar por ter uma vida própria. Ao mesmo, mostra as mulheres estagnadas e desmotivadas após serem mães.

Vimos isso ocorrer com a Lorelai de dezesseis anos. Com a Sookie (Melissa McCarthy), já casada, mas completamente desesperada em cada uma de suas três gestações. Com a Lane, que ficou grávida de gêmeos na primeira vez em que fez sexo com seu marido e que, ao descobrir a gravidez, ficou automaticamente madura e sensata. Com a Paris que jamais havia mencionado o anseio de ser mãe e que tinha uma relação tão horrível com a própria família, que certamente não gostaria de repetir, mas no revival apareceu tendo dois filhos. E, por fim, com a Rory que, agora grávida, vai ser “obrigada” a tomar um rumo na vida.

Se na época de estreia a série teve um papel importantíssimo por colocar uma mãe solteira adolescente como protagonista, não conseguiu manter o papel progressista no quesito maternidade.

Vivemos uma fase do feminismo em que as discussões sobre maternidade compulsória e isolamento materno são constantes. Vivemos uma fase em que centenas de mulheres se identificam com a causa “NoMo”, dizendo que não querem ser mães.

Mas vemos uma das séries que, para muitas, foi símbolo do feminismo e do empoderamento, reiterar os estereótipos de maternidade compulsória. Gilmore Girls insiste em tratar as mulheres como máquinas de fazer filhos. Insiste em ver nos filhos e na existência de uma família a base para segurança, estabilidade e  maturidade das mulheres. Apesar de mostrar a famílias despedaçadas, o tempo todo, elas ainda aparecem como salvação para a trajetória individual das personagens.

Paris conseguiu ser médica, advogada e especialista em artes neoclássicas, mas não é suficiente, porque ela está se divorciando do marido e não consegue ser uma boa mãe.

Lane estagnou a sua vida e continuou na sua banda e na cidade do interior, para conseguir ser uma mãe melhor do que a que ela teve.

Emily, apesar de graduada em história pela Yale, passou sua vida cumprindo funções de mãe e esposa e nunca teve a oportunidade de ser quem ela quisesse. É por isso que ela se tornou a grande personagem do revival, visto que finalmente assume sua personalidade própria e vai fazer o que tem vontade. Agora ela não tem mais preocupações. Pode usar a graduação em história para trabalhar em um museu e alegrar crianças.

Emily Gilmore, no episódio Outono.
Emily Gilmore, no episódio Outono.

A senhora Kim (Emily Kuroda), apesar de ter um marido, tinha que tomar todas as decisões difíceis em relação à filha. Tinha que cumprir a função de autoridade e de afeto. Tinha que lidar com o fato de a filha ter crenças diferentes que as dela. Teve que se permitir crescer com a filha e aceitar que ela tinha o direito de mandar na própria vida.

Anna Nardini (Sherilyn Fenn) teve que arcar com a difícil decisão de criar a filha sozinha, por não confiar que o pai se interessaria pela garota.

Liz Danes (Kathleen Wilhoite) teve que criar sozinha o filho mais velho e, se sentindo fracassada e péssima mãe, teve que recorrer ao irmão por ajuda. Quando viu o filho crescer, teve a oportunidade de ser o que gostaria. Casou-se e teve outra filha, da qual não soubemos nada à respeito.

Sookie ficou grávida por acidente, após achar que o marido havia feito uma vasectomia. Isso já na sua terceira gestação. Ela sofreu muito nas duas primeiras, sentia que ter filhos atrapalhava a sua carreira e não tinha mais condições para ser mãe. Não sabemos sequer o sexo do terceiro filho.

Sherry (Mädchen Amick) abandonou a filha ainda criança, por uma oportunidade imperdível de emprego. Colocou-se como prioridade, não soube lidar com a maternidade. Fugiu. Como muitos pais da série fizeram. Mas se tornou uma pessoa melhor após a fuga e retomou o contato com G.G.

As únicas mulheres da série que não cumpriram a função de mãe foram Babette (Sally Struthers), sra. Patty (Liz Torres), Gypsy (Rose Abdoo) e April. No entanto, é possível considerar que Babette utilizava artifícios maternais para com seus gatos e Babette para com suas alunas. Gypsy nunca foi bem explorada e April agora é considerada “nova demais para isso”.

RELACIONAMENTOS ROMÂNTICOS COMO SALVAÇÃO

O casamento para Lorelai não é apenas uma profissão de amor à pessoa com quem ela escolheu. É finalmente aceitar sua felicidade. Apesar de a própria personagem questionar este pensamento em sua terapia, é a mensagem que a resolução do problema passa.

Vimos esta mensagem nas sete temporadas. As personagens só tinham oportunidade se sentirem felizes, realizadas e motivadas, caso estivessem em um bom relacionamento amoroso.

O período em que Rory passa solteira é também o período em que ela menos se sobressai em suas atividades. Lorelai passa a série inteira tentando se realizar através de uma cerimônia de casamento e vê isso indo por água abaixo inúmeras vezes.

Emily não precisa refletir sobre sua própria vida enquanto está em um relacionamento estável com Richard, mas sofre para entender a própria personalidade tanto no momento da separação quanto agora, após ter se tornado viúva.

April aparece no revival tendo um surto e afirmando não ter amigos ou um relacionamento, o que a faz sentir menos. Lane e Paris já passaram pelo mesmo, nas temporadas anteriores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de ser supostamente progressista, feminista e empoderadora, vemos em Gilmore Girls um reforço para dois dos principais estereótipos femininos: o de que é preciso ser mãe para ser mulher de verdade e o de que é impossível ser completamente feliz sem um parceiro romântico ao seu lado. Duas das mensagens que mais são questionadas pelo movimento feminista atual. Mensagens que cada vez representam menos mulheres. Neste aspecto, parece que não foi apenas a narrativa que ficou parada em 2006, mas também os valores da criadora da série que, pelo jeito, não vive na mesma realidade que nós, as outras mulheres do mundo.

O elenco do revival em evento promocional.
O elenco do revival em evento promocional.

O revival é legal. A história é bastante crua e descontinuada, havendo inúmeros furos. As participações especiais ficam um tanto deslocadas e poderiam ter sido retiradas. O protagonismo poderia ter sido melhor dividido entre todos os personagens.

Apesar disso, é muito legal poder assistir a um episódio novo de uma de suas séries prefirdas anos depois. É bacana ver como são os personagens, agora que cresceram. É um sentimento de retorno para casa. É bom.

Continuo recomendando o revival para quem não viu e torcendo para que aproveitem o momento e pensem nas falhas apenas depois. A quem já viu, eu chamo pra conversar e problematizar tudo que achar que deve. Tem muita coisa interessante para se refletir sobre a história.

É importante lembrar que todas as obras são imperfeitas e que ser fã não é ser cego e aceitar qualquer decisão. É ter perspicácia para apreciar os acertos e questionar os erros.

Mayra Sousa Resende

Cursa mestrado em Informática e Antropologia, ambos na UFPR e pós-graduação, a nível de especialização, em Mídias Digitais, na Universidade Positivo. É graduada bacharela em Ciências Sociais pela UFPR, com foco em Antropologia e Arqueologia.

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