Metroid: The Sky Calls (2015) | Resenha

Escrito e dirigido por Sam Balcomb, com trilha sonora de Jeff Dodson, Metroid: The Sky Calls (2015) é uma produção de alta qualidade da Rainfall Films. Situado no universo de Metroid, a narrativa estrela Jessica Chobot no papel da caçadora de recompensas Samus Aran.

Metroid the sky calls

Com duração de onze minutos, o curta-metragem se situa em um ponto muito significativo dentro das confluências discursivas da ficção científica. O universo Metroid provém do jogo lançado originalmente em 1986, criado por Makoto Kano, e de  suas sequencias narrativas posteriores. O procedimento técnico de produção é tão bem feito que um espectador pode, inclusive, confundi-lo com a introdução de jogo propriamente dito.

Para além das fronteiras do videogame, o curta foca em um tema que é central para as obras de ficção científica, desde sua origem com Mary Shelley até os dias atuais: o encontro com Outrem. Neste viés, a narrativa se alinha com grandes produções do gênero, como 2001: A Space Odyssey (1968) e Alien (1979).

Tal semelhança é dialógica na medida em que o curta não se centra em um contato com algum tipo de entidade maligna, dada na forma de um xenomorfo ou algo do tipo. A alteridade é produzida através da relação humano-máquina em oposição ao mundo natural. Assistimos Samus Aran mergulhar em um planeta abandonado e em colapso para encontrar, em seu subterrâneo, as coordenadas de um ponto de específico no espaço.

Metroid the sky calls

A dicotomia “humanos vs máquina” é superada a partir da síntese disjuntiva produzida por Samus Aran, seu traje espacial e sua embarcação. A partir da combinação funcional destes ela é capaz de retornar ao espaço e ser lançada para um outro lugar, repleto de mundos para serem explorados e conhecidos.

A produção sonora de Jeff Dodson, que está disponível no SoundCloud, cria um ambiente épico, e ao mesmo tempo assustador. Que, ao ser combinado com a atuação de Chobot , transmite-se para o espectador uma afecção que combina uma rígida disposição em explorar o desconhecido, com uma maestria performática diante dos obstáculos à sua frente, atendendo ao “chamado do céu”.

O curta foi disponibilizado pela Rainfall Films, e pode ser apreciado no link abaixo:

Willian Perpétuo Busch

Pesquisador de Ficção Científica. Mestre em Antropologia (UFPR). Bacharel e licenciado em Filosofia (UFPR), e atualmente cursa História, Memória e Imagem (UFPR).

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